ACES-PO: Uma Visão Local

24 de Junho de 2010 / Sem Comentários Bookmark and Share

Contributo enviado por Maria José Ribas, Agrupamento de Centros de Saúde Porto Ocidental, 27/05/2010

opiniao1) Em que áreas e como podem os Portugueses obter mais ganhos em saúde de forma sustentável?

Com base na experiência e nos indicadores de Saúde do local em que trabalho, indico três áreas principais:
– cessação tabágica como actividade generalizada e organizada em todas as consultas em Cuidados de Saúde Primários (intervenção breve e consulta intensiva) com profissionais com formação adequada e tempo alocado a esta actividade
– constituição de um formulário terapêutico baseado na evidência e num número restrito de formulações contrariando a oferta existente no SNS
– investimento em recursos humanos na área dos cuidados continuados na comunidade dado que o melhor tratamento das causas clássicas de mortalidade está a fazer surgir uma população progressivamente mais idosa, com mais neoplasia e/ou mais dependência

2) Que expectativas possui relativamente ao PNS 2011-2016? Como é que este pode ser útil na obtenção de mais valor em saúde?

Muito altas. Deve ser o guia macro das políticas de gestão em saúde, desde que baseado em dados de morbilidade e mortalidade reais e fidedignos.

3) Como é que o PNS 2011-2016 pode apoiar a missão da vossa instituição na obtenção de ganhos em saúde de forma sustentável?

Ao fornecer-nos guias de orientação nas decisões a nível dos ACES quanto ao investimento em formação, guidelines, alocação de recursos humanos e materiais.

4) Como é que os resultados da vossa instituição, na obtenção de ganhos em saúde, podem ser percebidos, medidos e valorizados?

Temos diversos meios de medição, o principal dos quais é o sistema informático SIARS, que tem sido uma mais-valia. No entanto, não nos permite identificar nominalmente as faixas de população que necessitam de cuidados, pelo seria útil associarmos a este o Módulo Estatístico.
Os mais importantes, no entanto, serão os que medem um melhor diagnóstico, uma melhor vigilância das doenças crónicas, uma menor taxas de incidência de complicações ou eventos adversos e, em última análise, uma menor mortalidade.

Maria José Ribas (Presidente do Conselho Clínico do Agrupamento de Centros de Saúde Porto Ocidental)

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