Análise Especializada: Integração e Continuidade de Cuidados

29 de Julho de 2010 / Bookmark and Share

AnalisesEspecializadasAs análises especializadas são estudos solicitados a peritos nacionais com consultoria internacional, sectoriais e/ou transversais que são alvo de discussões próprias em sede especializada e/ou pública. Estas são base de pareceres e estratégias posteriormente solicitadas às instituições envolvidas no Plano Nacional de Saúde (PNS) 2011-2016.

Esta discussão proporcionou maior acordo entre evidência e recomendações nacionais e internacionais, e o planeamento estratégico institucional, que resultará num produto (PNS 2011-2016) fruto de um processo construtivo e participado.

A análise especializada sobre Integração e Continuidade de Cuidados tem como autoras Ana Dias e Alexandra Queirós, com contributos de Nelson Pacheco da Rocha, António Amaro e Joaquim Alvarelhão. Foi realizada em parceria entre o Alto Comissariado da Saúde e a Universidade de Aveiro.

A versão disponibilizada já contempla os comentários do consultor internacional, Richard Saltman e dos contributos enviados durante o processo de discussão pública ocorrido até Outubro de 2010.

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5 comentários sobre “Análise Especializada: Integração e Continuidade de Cuidados

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  1. Questiona-se sobre o “Modelo Conceptual” apresentado na página 22 do documento, onde está a centralidade do sistema de saúde no cidadão? Este modelo conceptual não respeita um dos eixos estratégicos do PNS, a cidadania. Importa também, relativamente ao gestor de caso, referir que este deverá ser o profissional de saúde mais habilitado, o mais competente, o que tem a melhor relação de confiança com o seu cliente, individuo, família ou comunidade, podendo ser o Enfermeiro de Família (CSP) ou o Enfermeiro de Referência (unidades de internamento).

  2. Pag 5 – Os cuidados continuados geralmente incluem cuidados de longa-duração e cuidados em casa.

    Incluem também os cuidados pós agudos (post acute care), criando-se uma gama de respostas de cuidados intermédios (na literatura “intermediate care”) entre o Hospital de agudos e os Cuidados de Saúde Primários.
    http://www.rncci.min-saude.pt/SiteCollectionDocuments/cuidados_continuados_desafios_final.pdf

    Pag 31 – Dados de 2009 relativos à relação entre o número de utentes em condições de ingressar a RNCCI e os admitidos, mostra uma procura não satisfeita com algum significado (31% para o total das tipologias).

    A 31 de Dezembro de 2009, como atrás referido, tinham sido referenciados 24.928 utentes. Nesta data encontravam-se em avaliação 1.637 utentes. Dos 23.291 utentes restantes, tinha sido tomada uma decisão em relação à existência de critérios para admissão na RNCCI. Foram identificados 2.978 utentes sem critérios de admissão, significando que 87% dos utentes referenciados tinham condições de ingresso na RNCCI

    Do número de utentes referenciados com condições de ingresso na Rede, 226 utentes recusaram, foram cancelados 1.522 episódios de referenciação pela entidade referenciadora e existiram 239 óbitos, totalizando 1.987 utentes que foram subtraídos aos referenciados com condições de ingresso.

    Dos 20.313 utentes com condições de ingresso na Rede, restaram 18.326 utentes activos a admitir

    O número de admissões na RNCCI em 2009 foi de 17.156, significando que foram admitidos 94% dos utentes com condições de ingresso na Rede, resultando assim em 6% de procura não satisfeita, e não 31%, conforme consta do relatório da RNCCI de 2009.

  3. Relativamente à análise “Integração e Continuidade dos Cuidados” faz uma avaliação desta área em vários países e também em Portugal. Termina com uma análise crítica e uma série de recomendações. Trabalho bem estruturado e elaborado, com um conjunto de recomendações finais que julgo serem consensuais. Globalmente: Muito bom.

  4. Saliento a referência à importância das TIC na definição da rede e na integração e continuidade de cuidados de saúde. A metodologia baseou-se em análise documental e recolha de dados primários dirigidos a personalidades de algum modo envolvidas no Sistema de saúde, pelo que se sugere uma abordagem ao cidadão/utente, uma consulta directa à população, nomeadamente, ou com especial incidência à população mais idosa ou com doenças crónicas, tentando averiguar o que já funciona bem e quais as principais falhas e carências, não necessariamente mensuráveis a partir de indicadores quantitativos, mas que se reflectem nas percepções.
    O RSE e a integração dessa informação na RNCCI parece poder desempenhar um papel fundamental para uma actuação mais eficiente da integração e dos cuidados e do funcionamento da própria rede.

    Rita Espanha

  5. Junto envio alguns comentários, no âmbito da RNCCI.

    Melhores cumprimentos,

    Inês Guerreiro
    Coordenadora
    [file]http://www.acs.min-saude.pt/pns2011-2016/files/2010/08/RNCC-ICC.pdf[/file]

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