Análise Especializada: Tecnologias de Informação e Comunicação

30 de Julho de 2010 / 3 Comentários Bookmark and Share

AnalisesEspecializadasAs análises especializadas são estudos solicitados a peritos nacionais com consultoria internacional, sectoriais e/ou transversais que são alvo de discussões próprias em sede especializada e/ou pública. Estas são base de pareceres e estratégias posteriormente solicitadas às instituições envolvidas no Plano Nacional de Saúde (PNS) 2011-2016.

Esta discussão proporcionou maior acordo entre evidência e recomendações nacionais e internacionais, e o planeamento estratégico institucional, que resultará num produto (PNS 2011-2016) fruto de um processo construtivo e participado.

A análise especializada sobre Tecnologias de Informação e Comunicação tem como autores Rita Espanha (Instituto Superior de Línguas e Administração de Lisboa e Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa/Instituto Universitário de Lisboa – CIES-ISCTE/IUL) como coordenadora, e Rui Brito Fonseca (CIES-ISCTE/IUL). Foi realizada em parceria entre o Alto Comissariado da Saúde e a equipa de investigação.

As versões disponibilizadas integram os comentários do consultor internacional, Francisco Villa Nueva e dos contributos enviados durante o processo de discussão pública ocorrido até Outubro de 2010.

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3 comentários sobre “Análise Especializada: Tecnologias de Informação e Comunicação

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  1. Na sequência da análise do documento em causa, e para a Análise Especializada: Tecnologias de Informação e Comunicação, tenho a tecer os seguintes comentários:
    – Documento bastante extensivo e exaustivo relativamente à análise bibliográfica e estudos sobre a matéria em causa;
    – Poucas referências a projectos regionais como por exemplo os Quiosques Multimédia (Balcões Únicos de Atendimento nos CSP), os novos portais das ARS (exemplo Alentejo e Norte), Gestão de transportes, Plataformas de rastreios, SI para Terapia Anticoagulante, a difusão do email por todos os profissionais de saúde, e a criação de infra-estruturas (Datacenters) em todas as regiões de Saúde;
    – Poucas referências aos projectos Nacionais como por exemplo o Registo Electrónico de Saúde, a conferência centralizada de facturação de Medicamentos de MCDTS, a desmaterialização do boletim de vacinação, bem como os projectos simplex previstos para 2011;
    – Enuncia de forma insuficiente as lacunas e problemas existentes em termos de infra-estruturas de comunicações.

    De notar contudo que se trata de um documento muito válido para o diagnóstico da situação, faltando, em meu entender, clarificar as metas e estratégias a seguir pelas TIC de forma a interagir e servir os 4 pilares do PNS.

    Dr. Paulo Basílio(Setembro de 2010)

  2. A OE – verificando que a visibilidade dos cuidados de Enfermagem nas estatísticas, nos indicadores e nos relatórios oficiais de saúde é, de algum modo, incipiente, impossibilitando a descrição e a verificação do impacto dos mesmos nos ganhos em saúde das populações -, tem vindo a envidar esforços no sentido de criar as condições necessárias para que os SIS e os RSE integrem os dados relativos aos cuidados de Enfermagem.

    Assim, por iniciativa própria, ou respondendo a desafios colocados pelo próprio Ministério da Saúde, a OE desenvolveu um conjunto de instrumentos facilitadores da regulação e de garantia de que as aplicações informáticas de suporte aos SIE cumprem, fundamentalmente, os requisitos de integração e de interoperabilidade (técnica e semântica) com as demais utilizadas na saúde, dos quais a definição dos «Princípios básicos da arquitectura e principais requisitos técnico-funcionais dos SIE», a criação de um «Processo de certificação (de conteúdos) dos SIE informatizados», a definição do «Resumo Mínimos de Dados e Core de Indicadores de Enfermagem para o repositório de central de dados da saúde», e, mais recentemente, a participação activa no Grupo de Trabalho para o Registo de Saúde Electrónico Nacional, constituem alguns exemplos.

    Verifica-se ainda que a maior parte das aplicações informáticas de apoio aos Sistemas de Informação de Enfermagem, incluindo o SAPE, funcionam, basicamente como meros repositórios de informação, estando funcionalmente impossibilitadas da produção (automática ou de construção dinâmica) de indicadores de qualidade dos cuidados de Enfermagem e de produtividade dos enfermeiros.

    Assim, consideram-se como prioridades de acção:
    – Incremento da utilização das aplicações, serviços e funcionalidades e-health, tanto por parte dos utentes, como dos profissionais;
    – Certificação dos aplicativos informáticos de suporte aos Sistemas de Informação, de acordo com requisitos de interoperabilidade, técnica e semântica, com standards nacionais, EU (Ex: RSE) e internacionais (Ex: ISO, HL7);
    – Desenvolvimento dos Sistemas de Informação SAPE e SAM, e dos respectivos cadernos de encargos, conforme conclusões do estudo de viabilidade económica destes sistemas, tanto para os Cuidados de Saúde Primários, como para os Hospitalares e Continuados – sectores publico, privado e social;
    – Divulgação do RMDE e criação das condições para produção automática dos Indicadores nele definidos;
    – Publicação, por parte da ACSS, dos princípios básicos da arquitectura e principais requisitos técnico-funcionais dos SIE, definidos pela OE;
    – Harmonização do quadro jurídico do acesso à informação de saúde, no respeito pelo enquadramento jurídico da Enfermagem;
    – Dotação dos diferentes serviços e unidades do SNS com os meios técnicos, humanos e de formação necessários para o desenvolvimento dos Sistemas de Informação em Saúde e progressiva utilização da e-health.

  3. No que concerne às tecnologias de informação, no dia a dia do médico de MGF, penso que a existência de múltiplas aplicações informáticas na maioria dos casos sem interface entre elas, não gera poupança de tempo e distancia os Médicos de Família do seu core business, influenciando negativamente a produtividade destes. Aliado a este facto, a maioria das aplicações não mimetizam o processo de pensamento e procedimento clínico inerente às consultas de MGF, ficando assim a sugestão de que os sistemas informáticos adquiram uma arquitectura mais adequada à realidade do Medico de Família.

    Julgo importante planear intervenções para tornar os profissionais da saúde mais capazes, aumentando o conhecimento, para lidar com o avanço das TIC e poderem assim usufruir das possibilidades que estas permitem.

    No meu entender poderemos melhorar a articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados de saúde secundários e igualmente a articulação com outros prestadores de serviços de saúde com é o caso dos convencionados, dos cuidados continuados e dos cuidados privados, incidindo numa melhor comunicação, num maior diálogo entre os profissionais que tratam os mesmos doentes, muitas vezes sem qualquer partilha de exames complementares de diagnóstico, acarretando maiores riscos para o utente e maiores gastos financeiros.

    Penso que o futuro terá de passar obrigatoriamente na criação de sistemas informáticos que permitam uma partilha de processos clínicos entre os cuidados de saúde primários e os secundários para que seja eficaz a interdisciplinaridade que deve existir entre diferentes níveis de cuidados de saúde.

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