APAC: Serviços de Análises Clínicas e Patologia Clínica

26 de Abril de 2010 / Sem Comentários Bookmark and Share

Contributo enviado pela Associação Portuguesa de Analistas Clínicos, 20/04/2010

Associacao portuguesa de analistas clinicosA Associação Portuguesa de Analistas Clínicos (APAC) foi criada em 1978, e representa um elevado número de laboratórios (que constituem uma rede capilar incluindo Madeira e Açores) que prestam serviços de saúde na área das análises clínicas/patologia clínica que têm contribuído de forma decisiva, desde há mais de 30 anos, para os ganhos em saúde verificados em Portugal.

Não podíamos por isso de assinalar o nosso contributo de uma forma sucinta para o Plano Nacional de Saúde 2011-2016.

Assim:

  • Entendemos que a rede de laboratórios portugueses convencionados que representamos estão disponíveis, podem e devem participar nos planos de saúde projectados para os nossos concidadãos, dada a sua proximidade, conhecimento, e inserção nas sociedades locais.

Podemos dar como exemplo o apoio ao cada vez maior número de doentes (na maioria dos casos como consequência do envelhecimento da população) com necessidade de tratamento com hipocoagulantes orais a um custo acessível, compatível com a realidade económica do país, e realizado por especialistas na área analítica com um custo muito mais baixo do que as experiências recentemente lançadas sem qualquer controlo de custos e qualidade dos serviços.

  • A Entendemos que a generalização por todos os médicos (tal como acontece no caso da prescrição dos medicamentos) das requisições de análises clínicas facilitaria a vida dos cidadãos e diminuiria custos de duplicação e erros de transcrições.
  • A possibilidade de requisição electrónica dos pedidos de análises clínicas, com garantia da liberdade de escolha do prestador por parte do doente (utente) assim como o acesso aos históricos dos relatórios analíticos, por qualquer médico, em qualquer local, e a qualquer hora, independentemente do laboratório que foi escolhido pelo utente ( doente), permitiriam evidentes ganhos em saúde.
  • A promoção de uma maior contacto Laboratório – Médico – Doente (utente) permitira ganhos em saúde economia de recursos.

A visão do Laboratório como um “Resultório” (industria produtora de resultados) não é economicamente suportável por nenhum Ministério da Saúde, nem proporciona qualquer ganho em saúde. Entendemos que há todo o interesse em as autoridades promoverem o Laboratório como um prestador de serviços de saúde onde os quadros altamente qualificados que aí exercem a sua actividade profissional, devem ser conselheiros dos doentes e consultores dos médicos.

  • A revisão da Nomenclatura (praticamente inalterada há 30 anos) e da comparticipação de exames analíticos que permitiriam melhores diagnósticos, rastreio e seguimento de doenças com ganhos em saúde já possíveis neste início do século XXI.

Estes são alguns dos Pontos que nos pareceram que, sem grande dificuldade e com diminuição de custos, permitiriam ajudar a atingir os objectivos propostos pelo Plano Nacional de Saúde 2011-2016.

Creia-nos à disposição para participar, esclarecer e apoiar medidas que entendermos serem benéficas para os nossos concidadãos.

Associação Portuguesa de Analistas Clínicos

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*