APER: Enfermeiro de Reabilitação e a Escola

30 de Junho de 2010 / Bookmark and Share

Contributo enviado por Belmiro Rocha, Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação, 30/05/2010

APERExemplos concretos da importância das Escolas terem Enfermeiro de Reabilitação nos seus Mapas e de intervenção do Enfermeiro de Escola podem situar-se na:

  • Resposta aos Gabinetes de Informação e Apoio e Consulta (Legislação que Estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar, Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto);
  • Resposta ao Programa Nacional Integrado (actividades no âmbito da Actividade Física, Tabaco/Tabagismo, Programa Escolas Livres de Fumo, etc.
  • Executar aspectos curativos no âmbito dos primeiros socorros evitando idas desnecessárias aos Serviço de Urgência, com riscos de infecção e perda de tempo de funcionários;
  • Ser responsável pela Formação em Suporte Básico de Vida na escola, pois todos os estudantes deveriam ser obrigados a sair do 12.º Ano de Escolaridade;
  • Coadjuvar a Docente responsável pelo Programa de Educação para a Saúde (PES);
  • Por em pratica os aspectos preconizados em Planos de Contingência, por exemplo da Gripe, aspectos formativos de Lavagem de Mãos, Boas Práticas e Condutas. Colaborar (Integrar) as Equipas Operativas do Plano de Contingência da Gripe nas escolas, fazer a gestão das salas de isolamento nas escolas e acompanhamento e supervisão dos estudantes nas mesmas, entre outros aspectos, entre outros aspectos.

São visíveis e estão descritos em diversas publicações os Ganhos em Saúde resultante deste “investimento”. Algumas questões práticas:

O Enfermeiro de Reabilitação de Escola entraria no grupo das Assessorias Técnico-Pedagógicas, não pretendendo substituir o Docente responsável pelo Programa de Educação para a Saúde (PÉS), mas sim coadjuvar/complementar todo o trabalho dos Docentes nesta matéria.

O Enfermeiro de Reabilitação de Escola iria dar também maior visibilidade aos aspectos das Necessidades de Saúde Especiais, paralelamente ás Necessidades Educativas Especiais. Deve existir um rácio Enfermeiro de Reabilitação de Escola por Estudantes (ex a começar 1/1500 a avaliar passado 3 anos de exercício). A implementação do Enf.º de Reabilitação de Escola pode ser feita em duas fases: Primeiro nas Escolas Secundárias – já no próximo ano lectivo 2010/2011 e em seguida alargado aos Agrupamentos (CEB) no ano lectivo 2011/2012.

O Enfermeiro de Reabilitação de Escola não pretende substituir o papel dos Profissionais de Saúde dos Agrupamentos de Centros de Saúde – ACES (nomeadamente USF, UCC, etc.) mas sim complementar, estar mais próximo, todos os dias, fazer um trabalho mais sistemático e de articulação com os recursos exteriores neste âmbito, uma vez que os Cuidados de saúde Primários não conseguem fazer este trabalho de proximidade e implicaria negociações de Carteira de Serviços Adicionais.

A Contratação do Enfermeiro de Reabilitação de Escola implicaria negociação para Contratualização de Actividade do mesmo no seu dia-a-dia, conceber, planear e executar o seu Plano de Actividades devidamente articulado e conjugado com o Plano Anual de Actividades (PAA) da Escola.

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Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação