APSI: Acidentes com Crianças e Jovens

30 de Junho de 2010 / Sem Comentários Bookmark and Share

Contributo enviado pela Associação para a Promoção da Segurança Infantil, 28/05/2010

APSIOs acidentes ou traumatismos não intencionais constituem um grave problema de saúde nas crianças e jovens, com um impacto muito elevado ao nível da sua saúde e qualidade de vida, bem como, da sua família e comunidade, para além do peso que representam para o País em termos sociais e económicos.

Os acidentes são a maior causa de morte e incapacidade temporária e definitiva nas crianças e jovens que vivem em Portugal, representado mais de 18.000 anos de vida potencial perdida nesta faixa etária (ECSA, European Child Safety Alliance 2009). Para além disso, sabe-se que, por cada criança que morre centenas de outras crianças são hospitalizadas e milhares são observadas nos serviços de saúde (OMS, 2008).

A redução do número e gravidade dos acidentes na população infantil e juvenil, que se estima serem evitáveis em 80% dos casos através da adopção de estratégias adequadas, deve pois, ser considerada uma área de intervenção prioritária do Plano Nacional de Saúde. A redução da mortalidade precoce e morbilidade por acidente nesta faixa etária representará ganhos em saúde consideráveis para as crianças e jovens em Portugal.

Para isso é essencial o desenvolvimento e a adopção de uma estratégia nacional para a prevenção dos acidentes com crianças e jovens (OMS, 2008, ECSA, 2009) que estabeleça metas, objectivos e acções específicas com vista à promoção da segurança infantil e juvenil.

Em Portugal, nos últimos anos, começou a ser desenvolvido o Plano de Acção para a Segurança Infantil (PASI) que tem como objectivo estabelecer um conjunto de estratégias integradas para a prevenção dos acidentes nas crianças e adolescentes dos 0 anos 18 anos, através de uma abordagem transversal e multisectorial. Neste momento, o PASI já tem estabelecida a visão do plano e definidas as áreas de intervenção prioritárias e as principais metas, resultante do trabalho e participação de mais de 54 instituições diferentes, entre organismos do estado, organizações da sociedade civil e universidades. A coordenação do desenvolvimento do PASI é da responsabilidade do Alto Comissariado da Saúde e da APSI, Associação para a Promoção da Segurança Infantil (ver resumo do PASI abaixo).

O PASI deverá integrar o Plano Nacional de Saúde enquanto política global para a prevenção de acidentes com crianças.

Documento de apoio:

Associação para a Promoção da Segurança Infantil

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