CMBatalha: Onde está a chegar a nossa Saúde!!!!!!!

15 de Setembro de 2010 / Sem Comentários Bookmark and Share

Contributo enviado por António Lucas, Câmara Municipal da Batalha, 02/09/2010

batalhaEm primeiro lugar queria reconhecer a importância de ser dada aos Portugueses a oportunidade de apresentarem o seu contributo neste Plano Nacional de Saúde, desejando que os contributos não sirvam apenas para queimar etapas e cumprir calendário.

Sendo a Saúde uma área bastante sensível, e com repercussões aos mais vários níveis, a minha opinião é que, sempre com as responsabilidades devidamente esclarecidas, a Saúde do País teria muito a ganhar se:

1 – Houvesse articulação com o Município na Educação para a Saúde da População quer nas escolas quer nos grupos alvo reconhecidos, tanto duma forma geral, como em situações especificas;

2 – Fossem criadas Parcerias Efectivas com entidades credíveis, nos programas de acesso aos cuidados de saúde, quer nos respectivos centros de Saúde, quer nos Cuidados Multidisciplinares ao Domicílio. De forma a proporcionar cuidados de saúde de qualidade a todos os portugueses e economicamente mais vantajosos;

3 – Os diferentes Ministérios se articulassem e/ou unissem à semelhança dos Cuidados Continuados, na Área dos Cuidados de Saúde Primários, na continuidade de cuidados, em programas educacionais contínuos. Para isso seria indispensável redes de comunicação compatíveis e complementares nas diversas unidades prestadoras de Saúde.

4 – Tendo em conta o envelhecimento das populações e as patologias mais comuns nos utentes do SNS, seria importante criar estruturas especificas e especializadas, capazes de responder com qualidade e eficácia às patologias mais frequentes, podendo mesmo ser agrupadas, ex: Úlceras varicosas (feridas); AVC cada vez em pessoas mais novas; Enfarte, e sem dúvida as Neoplasías.

Reconheço que apesar de ser um processo sensível e de muita responsabilidade, as Autarquias deveriam ter um papel activo na Saúde e Acção social dos portugueses, mas sem esquecer as respectivas responsabilidades. Pois reconheço que ainda existem muitos portugueses que não têm acesso à reabilitação no tempo preconizado, poucas são as unidades que asseguram a reabilitação aos milhares de portugueses que sofreram de enfarte; As feridas de muitos portugueses ainda estão a ser tratadas em casa com acesso a cuidados dos técnicos de saúde 2/3 vezes por semana.

Não podendo deixar se salientar os milhares de doentes neoplásicos, com todas as limitações, dores e receios sofrem sem ter por perto unidades prestadores de cuidados dignos do fim de vida, pois sendo a morte tão natural como o nascer, deverão sem dúvida ser criadas condições para que todos os Portugueses possam morrer com dignidade, sem dor, e perto dos seus entes queridos.

5 – Os Cuidados Continuados no Plano anterior de Saúde, foram sem dúvida o exemplo da articulação de três Ministérios.

Foram sem dúvida um passo gigante na qualidade e no acesso aos cuidados de saúde e à continuidade dos mesmos. Havendo ainda necessidade dum aperfeiçoamento em várias áreas. O processo e critérios de referênciação do Utente para a Rede deverão ser discutidos com os intervenientes.

Será também importante que sejam definidas e encontradas soluções de resposta no encaminhamento das situações sociais complicadas que continuam a ocupar as camas e a impedir a entrada de novos beneficiadores da rede, talvez lugares preferênciais nos lares existentes, lares da Rede e devidamente controlados e certificados ou melhor ainda uma estrutura que assegure cuidados de saúde multidisciplinares, de qualidade no domicilio e a que todos tenham acesso.

6 – Será fundamental rentabilizar convenientemente as infraestruturas existentes, deixando de lado a mania do rico de carteira vazia. Muitas instalações existem pelo país fora que reúnem a maioria dos requisitos para a prestação de cuidados, ao nível dos lares de idoso e unidades de cuidados continuados e não são aceites, apenas por pormenores de menor valia, que em nada desvirtuavam a qualidade do serviço prestado. O País poupava imenso e mais portugueses tinham acesso à saúde, a menores custos.

António Lucas (Presidente da Câmara Municipal da Batalha)

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