FCT-MCTES: Promoção da Investigação em Saúde

22 de Outubro de 2010 / Sem Comentários Bookmark and Share

Contributo enviado por Maria dos Anjos Macedo, Fundação para a Ciência e a Tecnologia – Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, 28/09/2010

mctes

No I Forum Nacional de Investigação e Desenvolvimento em Saúde foram discutidas as prioridades I&D em saúde, “com o objectivo de promover, realizar e coordenar actividades de investigação e desenvolvimento no domínio das ciências da Saúde e, em particular, as que permitam melhorar o conhecimento sobre o estado da saúde, formas de a proteger e promover, bem como a prevenção da doença e a melhoria do sistema de prestação de cuidados”.

Nas discussões ficou claro que o financiamento de projectos de I&D relevantes deverá ser feito através de uma selecção sempre com base em critérios de excelência científica.

É necessário propor medidas concretas que possam ser exequíveis na prática, umas a curto prazo e outras a longo prazo.

Das propostas deste Fórum de I&D em Saúde salienta-se aquelas que poderão ser traduzidas em medidas a realizar a curto prazo:

  • Inquérito Nacional de Saúde (em moldes internacionais e com peritos estrangeiros como conselheiros);
  • Criação de base de dados nacional, para todas as áreas;
  • Criação de biobancos
  • Melhoria dos centros de estudos epidemiológicos. Isto implica formação de especialistas em Epidemiologia, a selecção de um pequeno número (nomeadamente 2 para Portugal deveria ser o desejável) de Centros especializados e equipados de forma adequada. Dados recentes demonstram que o importante campo da investigação em epidemiologia, saúde pública e ambiente está pouco desenvolvido em Portugal. Como habitualmente este estado de coisas reflecte a falta de recursos humanos bem treinados cientificamente. Uma das medidas prioritárias a tomar neste sentido é a de promover a educação e o treino de especialistas que deverão ser os futuros líderes dentro da área da Epidemiologia (Geral, Clinica, Genética) assim como na área da Saúde Pública, dos  Serviços de Saúde, e Informática Médica. Já existem programas de Mestrado e Doutoramentos no Porto e em Lisboa. Estes devem ser reforçados, desde que avaliados positivamente.
  • Incentivar a investigação junto dos profissionais de Saúde, e valorizar a investigação nas carreiras médicas e de outros profissionais da Saúde. Este ponto já está a ser contemplado nos programas para promover Doutoramentos de Internos como ficou dito acima. Para além disto é necessário estabelecer neste campo um programa para a criação de Escolas Graduadas (isto é Escolas para formar investigadores científicos) agrupando sectores afins de diferentes Faculdades (não apenas de Medicina) com o objectivo de organizar programas de Mestrado e Doutoramento de nível internacional muitas vezes multi-disciplinares.
  • Promover programas de estudos pós-graduados em colaboração com centros internacionais de excelência.
  • Promover a investigação de translação em Medicina (investigação no sentido de melhorar a aplicação dos achados da investigação básica à prática clínica; utilização de modelos animais; abordagens metodológicas inovadoras em ensaios clínicos; implementação e validação de novas abordagens para melhorar a autonomia e a qualidade de vida nos doentes e cuidadores; integração de ciências básicas e ciências clínicas). O programa de apoio à Investigação Clinica já foi tratado acima e é um instrumento para realizar este objectivo. É necessário que um programa deste tipo tenha continuidade como ficou expresso anteriormente. Sem continuidade perde valor.

Em resumo, esta nota é um sumário breve dos resultados da participação da FCT – CCCVS  na investigação em Saúde.

Qualquer plano neste domínio deve resultar da reflexão e articulação conjunta entre o MCTES e o MS, tendo em conta:

  • quem é responsável pela sua realização,
  • quais são os custos,
  • qual é o prazo realista da sua execução,
  • como pode ser implementado na prática, e
  • como vai ser avaliado.

Visualize o contributo na integra:

Maria dos Anjos Macedo (Ponto Focal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior)

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*