Indicadores para Cálculo de Potenciais Ganhos em Saúde

4 de Agosto de 2010 / 2 Comentários Bookmark and Share

Estudos

No âmbito do Plano Nacional de Saúde (PNS) 2011-2016 o Gabinete Técnico elaborou uma lista de indicadores para cálculo de potenciais ganhos em saúde na qual os ganhos em saúde apresentam uma perspectiva multidimensional de resultados em saúde: mortalidade, morbilidade, incapacidade, auto-percepção do estado de saúde, resposta do sistema de saúde e sustentabilidade.

É um documento preliminar e que estará associado à investigação da análise especializada de identificação de potenciais ganhos em saúde (em curso).

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2 comentários sobre “Indicadores para Cálculo de Potenciais Ganhos em Saúde

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  1. A sugestão de medir/estimar ganhos em saúde através de “proxies” relacionados com a prescrição (farmacológica ou outra) parece-me inapropriada. Esta metodologia só seria válida se dissesse respeito à estimação da prevalência do fenómeno (morbilidade) por causas específicas – desde que a terapêutica instituída fosse, ela também, específica e se, por outro lado, mais cuidados correspondessem sempre a melhores cuidados.
    Por outro lado, não nos podemos esquecer que existe prescrição inapropriada de terapêutica farmacológica ou outra, seja por razões diagnósticas (sobrediagnóstico), seja por razões prognósticas (doença sem significância clínica – pseudodoença – ou doença clínica com evolução naturalmente favorável). Nessa medida, nem sempre os cuidados prestados implicam ganhos em saúde.

  2. Em relação à morbilidade, com grande significado na saúde e na procura de cuidados de saúde a nível dos CSP, penso que será possível medir ganhos em saúde, em função da evolução de alguns indicadores a construir, tais como:
    – Doenças Osteoarticulares – prescrição de fisioterapia;
    – DPOC e Asma – prescrição de medicamentos específicos;
    – Depressão, distúrbios de ansiedade e do sono – idem.
    Face à ausência crónica de informação sobre morbilidade, não devemos ficar eternamente dependentes da mortaliade e anos de vida perdidos.
    Outra possibilidade que existe é construir indicadores de morbilidade, a partir de estudos/amostras, com base na codificação cada vez mais generalizada nas USF, quer pela ICPC, quer pela CIPE.

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