Índice PNS 2011-2016

30 de Novembro de 2010 / Bookmark and Share

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4 comentários sobre “Índice PNS 2011-2016

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  1. Concordo em tudo com a exposição do José Alberto Precioso – a saúde escolar é muito bem aceite pelos jovens e além dos 5 pontos muito bem expostos por ele, abre as portas ao centro de saúde (USFs)o que pode melhorar os números que apresentou o João Madeira acerca do recurso ao atendimento de 90% de raparigas e 10% de rapazes.

  2. De acordo com o observado em estágio realizado em Centro de Saúde/Atendimento Juvenil constatei que as raparigas recorriam mais a este atendimento (cerca de 90%) e os rapazes muito pouco (10%). Sendo a população alvo dos 11 aos 21 anos e sabendo que os rapazes só recorrem em caso de doença ou de forma a ser-lhes permitido praticar desporto federado parece-me que temas como a violência, dependências, sexualidade e planeamento familiar ficam abaixo das reais necessidades e com repercursões graves nas fases posteriores do ciclo de vida. Como melhorar a acessibilidade efectiva dos rapazes a estes atendimentos?

  3. Concordo totalmente integrado o plano estratégio da saúde pública como vector estratégico de promoção, vigilãncia e terapêutica com base em análise swot local.

  4. Pelos motivos que apresentarei a seguir, acho que o Plano Nacional de Saúde devia ter um capítulo dedicado à Saúde Escolar. Enviamos em tempo oportuno um parecer sobre a necessidade de reorganizar a Educação para a Saúde na Escola.
    Aceita-se hoje que o campo de acção da Educação para a Saúde é toda a comunidade. Qualquer pessoa, seja qual for a sua idade, sexo e condição económica, deve beneficiar da Educação Sanitária. No entanto é, primordialmente junto dos alunos, que esta acção se deve fazer sentir.
    A implementação da Educação para a Saúde na escola é especialmente defendida pelos seguintes motivos:
    — Em primeiro lugar pelo facto dos resultados da investigação sobre a saúde dos adolescentes, realizados na década de 1991-2000, permitirem concluir que: 1) as ameaças à saúde desses grupos etários, advêm sobretudo da sua conduta; 2) elevadas percentagens de adolescentes praticam e adoptam comportamentos potencialmente prejudiciais para a sua saúde; 3) as crianças e os adolescentes de hoje, praticam e adoptam comportamentos de risco em idades mais precoces do que as passadas gerações de adolescentes; 4) muitos adolescentes praticam simultaneamente, vários comportamentos de risco (aquilo que se chama uma constelação de factores de risco); 5) a maioria dos jovens incorre em algum tipo de comportamento que ameaça a sua saúde e bem estar (Elster e Kuznets, 1995; López e Costa, 1996); 6) a maioria senão a totalidade desses comportamentos pode ser evitada.
    — Em segundo lugar, pelo facto de todas as crianças de um país passarem pelo sistema de ensino. Dificilmente algum programa de Educação para a Saúde implementado noutro local, atinge tanta gente, como os programas de Educação para a Saúde aplicados na escola (Sanmarti, 1988; Pardal, 1990; Nebot, 1999).
    — Em terceiro lugar, porque os resultados de numerosas investigações mostram claramente que as raízes do nosso comportamento (o nosso modo de vida) no plano sanitário (e não só) se situam na infância e adolescência (Sanmarti, 1988; Lima, 1995).
    — Em quarto lugar, porque ao fazer Educação para a Saúde na escola estamos a atingir indivíduos em fase de formação física, mental e social que ainda não tiveram, muitas vezes, oportunidade de adquirir hábitos insanos e que são muito mais receptivos à aprendizagem de hábitos e assimilação de conhecimentos (Sanmarti, 1988)
    — Em quinto e último lugar, conta com a colaboração de profissionais valiosos que sabem educar (Nebot, 1999).

    Através dos programas de Educação para a Saúde deve-se preparar o aluno para cuidar de si no que diz respeito a normas de higiene pessoal e ambiental, regras de segurança doméstica, de lazer, etc. Deve-se ainda preparar os alunos para que, ao deixar a escola, seja capaz de cuidar da sua própria saúde e da dos seus semelhantes e sobretudo, adoptar um estilo de vida que comporte o objectivo do que hoje em dia chamamos de saúde positiva e que não é senão, o desenvolvimento de todas as suas possibilidades físicas.

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