INE: Utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação

4 de Novembro de 2010 / Sem Comentários Bookmark and Share

ineO Instituto Nacional de Estatística publicou os principais resultados relativos ao Inquérito à Utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) nos Hospitais, realizado entre Maio e Agosto de 2010.

Trata-se de um inquérito exaustivo de periodicidade bienal, iniciado em 2004, que tem por objectivo retratar a penetração das TIC nos Hospitais portugueses (continente e regiões autónomas), nas perspectivas da cobertura, grau e finalidade de utilização das TIC. Foram inquiridos 235 hospitais, dos quais 128 hospitais oficiais e 107 hospitais particulares.

De acordo com os resultados obtidos neste Inquérito, 98,7% dos hospitais utilizam a Internet e destes 96,1% dispõem de ligações em banda larga e 88,1% tinham presença na Internet.

Mais de 1/5 (21,1%) dos hospitais praticam actividades de telemedicina, com destaque para a teleradiologia e a teleconsulta, exercidas em, respectivamente, 83,7% e 53,1% dos hospitais que têm telemedicina.

A utilização de TIC está generalizada nos hospitais, destacando-se a utilização do correio electrónico, disponível em 96,6% destes estabelecimentos de saúde, a rede Local Area Network com utilização em 90,6% e o Software médico 77,9% das unidades inquiridas.

Relativamente à utilização de meios informáticos no contexto das actividades médicas desenvolvidas, verifica-se que os processos associados ao internamento se encontram informatizados em 86,4% dos hospitais; as consultas externas em 82,6% e em 62,1% dos hospitais verifica-se o recurso a meios informáticos nos blocos operatórios. O Processo clínico electrónico é utilizado em 60,0% dos hospitais portugueses.

No que respeita às funcionalidades que os hospitais disponibilizam através dos seus sistemas TIC, constata-se que 39,6% dos estabelecimentos permitem ao pessoal ao serviço aceder ao sistema TIC do hospital a partir do exterior e 31,5% permitem o acesso à utilização de computadores aos doentes internados, possibilitando 27,2% destes, também, a ligação à Internet.

Das funcionalidades disponibilizadas pelas entidades hospitalares inquiridas, a marcação de consultas online é a de expressão mais reduzida, estando presente em apenas em 8,2% das 235 unidades e apenas 11% facultam ao utilizados espaços de acesso à internet sem fios.

Documento de apoio (fonte Instituto Nacional de Estatística):

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