IPS: Os Cinco Princípios Pilares

9 de Setembro de 2010 / Sem Comentários Bookmark and Share

Contributo enviado por António de Sousa Uva, Instituto Português do Sangue, 18/08/2010

ipsO Instituto Português do Sangue (IPS) regula, a nível nacional, a actividade da medicina transfusional e assegura sangue e componentes sanguíneos com qualidade a quem deles necessita.

Qualquer Plano Nacional de Saúde constitui-se como um importante instrumento de planeamento em saúde que, por isso mesmo, deve obter o mais amplo consenso de todos os intervenientes: cidadãos, políticos e técnicos. Nesse sentido o IPS constitui-se como “parceiro” nesse instrumento estratégico, cooperando e mostrando-se disponível para se associar ao núcleo de acompanhamento da execução do Plano.

Talvez o principal aspecto do Plano deva ser (1) a ideia das políticas públicas saudáveis, independentemente de estarem ou não integradas no sector da Saúde. Tal permitiria fazer das escolhas saudáveis as escolhas mais fáceis e (2) aumentar as competências pessoais (“empoderamento” e literacia em saúde) dos cidadãos nesse domínio. É a perspectiva da Saúde Pública assente na promoção da saúde em todas as políticas.

Tendo presente aqueles dois aspectos existem dois outros aspectos complementares prioritários no Plano: (3) a segurança, relacionada com a qualidade em saúde centrada essencialmente em resultados e a (4) oportunidade, isto é, a necessidade imperativa de receber cuidados de saúde quando deles se necessitam.

Como denominador comum daquelas quatro prioridades (5) o desenvolvimento de uma cultura de avaliação permanente de resultados, preferencialmente ajustados pelo risco.

Em relação à actividade da medicina transfusional aqueles cinco princípios são decisivos com um destaque para os aspectos quantitativos e qualitativos do sangue e componentes. Quanto mais emergente é a necessidade da prestação de cuidados mais decisiva é a oportunidade em que devem ser prestados. O número de dádivas de sangue por mil habitantes, o número de dias de reserva de sangue e o número de eventos adversos por mil transfusões são, nesse contexto, indicadores de qualidade indispensáveis que deveriam integrar o painel de indicadores da execução do Plano. O IPS poderá associar-se, disponibilizando os elementos indispensáveis a essa avaliação que poderá fomentar o benchmarking nessas matérias.

António de Sousa Uva (Conselho Directivo do Instituto Português do Sangue, IP)

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