Laço: Acções de Prevenção Oncológica

26 de Maio de 2010 / Sem Comentários Bookmark and Share

Contributo enviado por Lynne Archibald, Laço – Associação de Solidariedade Social,12/05/2010

LacoTodas as mulheres em Portugal, através do Serviço Nacional de Saúde, deveriam ter acesso à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento ideal para o seu tipo de cancro da mama, reduzindo significativamente a taxa de mortalidade e aumentando a qualidade de vida dos sobreviventes.

Com detecção precoce e tratamento adequado 90% dos cancros da mama são tratáveis e curáveis. Estimamos 4500 novos casos por ano e 1500 mortes devido ao cancro da mama por ano. Isso quer dizer que mais de 1000 mulheres morrem desnecessariamente todos os anos.

Prioridades para o Plano Nacional de Saúde 2011-2016:

Estatísticas:

• Um Registo Oncológico Nacional capaz de produzir e divulgar estatísticas actualizadas e fiáveis

Programas de Rastreio:

• A universalidade do rastreio – conforme prevista no PON, todas as mulheres entre os 45 e os 69 anos deviam ter acesso ao rastreio, mas 50% das mulheres em Portugal ainda não podem fazer rastreio porque não há unidades fixas ou móveis suficientes

• Auditoria independente aos Programas do Rastreio do Cancro da Mama para confirmar e melhorar a eficácia (das 50% que vivem nestas zonas, uma percentagem significativa não recebe o convite por erros/omissões de base de dados)

• Coerência dos programas regionais

• Apuramento e divulgação dos resultados dos diagnósticos do rastreio – o Registo Oncológico Nacional deveria ser responsável por estas informações e ter os recursos necessários

• Comunicação com o público-alvo – criar um site e uma linha de informação nacional que reencaminhará as mulheres para o parceiro local

Unidades de Mama – Centros de Referenciação para o Diagnostico e Tratamento do Cancro da Mama:

• Cada região devia ter uma Unidade da Mama aonde todos os casos do cancro da mama seriam diagnosticados e tratados

• Deviam ser dentro de hospitais principais com equipas dedicadas, especializadas e multi-disciplinares num ambiente centrado na doente, em conformidade com a EUSOMA – http://www.eusoma.org/Engx/BreastUnits/

• Assim ficavam resolvidos os problemas actuais responsáveis em grande parte pela alta taxa de mortalidade:

» Falta de qualidade no diagnóstico para possibilitar um tratamento adequado

» Elevado tempo de espera para cirurgia/tratamento nalguns hospitais

» Grandes discrepâncias entre o qualidade entre médicos/hospitais especialmente em hospitais com baixo volume (mastectomia vs. tumorectomia; gânglio sentinela; reconstrução etc.)

» Mais informação sobre a reconstrução mamária antes e depois da cirurgia para que a reconstrução seja uma decisão da mulher

» Dificuldade em fazer a reconstrução mamária nos hospitais do estado

» Pouca divulgação da informação credível para mulheres sobre cancro da mama em geral e aos doentes e familiares após diagnostico

» Pouco diálogo entre doentes e profissionais de saúde

» Acesso limitado e irregular aos tratamentos novos

Durante e depois do tratamento:

• uma maior comparticipação nas próteses mamárias, parciais ou totais;

• os suportes para próteses também com comparticipação

• melhor acesso à fisioterapia

Documentação de Apoio :

Lynne Archibald (Laço – Associação de Solidariedade Social)

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