Comunicação do Risco em Saúde Pública

6 de Janeiro de 2011 / Sem Comentários Bookmark and Share

documentoO presente artigo resulta de um documento da autoria de Lúcio Meneses de Almeida*, publicado nas Actas do 2º Encontro Nacional de Riscos, Segurança e Fiabilidade (Riscos Públicos e Industriais, C. Guedes Soares, A.P. Teixeira e P. Antão (Eds), Edições Salamandra, Lisboa, 2007, [ISBN 978-972-689-231-1], pp. 97-114).

Resumo

A comunicação do risco é um processo interactivo e deliberado de troca de informação sobre riscos (natureza, gravidade e aceitabilidade) entre indivíduos, instituições e comunidades relativo a situações que ameaçam a saúde, segurança ou ambiente. A finalidade da comunicação do risco é a capacitação do público-alvo. Ao incluir conselhos sobre comportamentos redutores do risco (por exemplo, no decurso de surtos por doenças transmissíveis), a comunicação do risco assume-se como um instrumento fundamental de gestão do risco em saúde pública. O Autor aborda o processo da comunicação do risco como parte integrante da análise do risco (avaliação, gestão e comunicação do risco). É destacada a importância dos determinantes psico-sociológicos da efectividade da comunicação do risco, incluindo percepções, receios e valores do público em geral. A efectividade da comunicação do risco assenta na transparência do processo de gestão do risco que deverá incluir todas as partes envolvidas, incluindo o público e os mass media, e na adequação da mensagem ao público-alvo. A divulgação de informação relacionada com riscos em saúde e destinada ao público em geral é uma das estratégias de gestão do risco que, pela sua especificidade, incumbe a médicos de saúde pública peritos em comunicação do risco.

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* Departamento de Saúde Pública e Planeamento, Administração Regional de Saúde do Centro, IP Coimbra, Portugal lucioalmeida@arscentro.min-saude.pt

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