O Papel dos Enfermeiros em Discussão

9 de Setembro de 2010 / Bookmark and Share

Grupo-Projecto-PNSNo dia 9 de Setembro, em Carcavelos, a Alta Comissária da Saúde, Prof.ª Doutora Maria do Céu Machado, foi convidada para participar num jantar-debate com a direcção da Ordem dos Enfermeiros.

A temática principal de discussão foi o Plano Nacional de Saúde 2011-2016, nomeadamente oportunidades e ameaças e o papel dos enfermeiros, seja na elaboração do próximo Plano, seja na sua concretização.

Da agenda de trabalhos constaram vários assuntos, dos quais se destaca, por ordem de intervenções:

  • A organização dos serviços e cuidados de enfermagem;
  • O documento da World Health Organization sobre eficiência energética e recomendações para os hospitais;
  • Impressões sobre análises especializadas, designadamente:
    • A insuficiência do documento sobre os Cuidados de Saúde Primários;
    • Assim como, a necessidade de obter uma visão multidisciplinar e implicações de financiamento em relação ao estudo sobre Investigação em saúde;
    • Ausência de interdisciplinaridade de forma geral nos documentos das análise especializadas;
    • No estudo sobre Ordenamento do Território, necessidade de definir a rede de oferta dos cuidados (reorganização da oferta) como força de redistribuição geográfica;
  • Indicadores e financiamento dos cuidados de enfermagem – a ausência de definição;
  • Registo de saúde electrónico;
  • Baixa percentagem de enfermeiros especialistas.

2 comentários sobre “O Papel dos Enfermeiros em Discussão

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  1. É salutar esta inciativa. Ela deverá ser potenciada através da mobilização e auscultação de todos os Enfermeiros para a participar na concepção deste novo PNS, que se quer multidisciplinar mas, sobretudo através das várias especialidades cujo conhecimento, prática e investigação, tem provas dadas nos indicadores no PNS anterior analizado.

    Mais do que saber o que cada grupo profissional contribuíu é mais relevante saber o que é que os cidadãos ganharam em saúde, promoção da independencia e redução da incapacidade, acessibilidade, segurança e qualidade.

    O nosso papel que está também em transição necessita de ser auscultado e escrutinado pela sociedade civil. E é muito ainda o desconhecimento da sociedade civil sobre o nosso mandato social: papel, competências e responsabilidades.

    É também necessário monitorizar o direito de acessibilidade e escolha dos cidadãos dos cuidados de saúde, em específico, dos cuidados de Enfermagem (preventivos, curativos, paliativos e de reabilitação, por critérios geodemográficos ou de familias) – que são afirmados por todas as organizações mundiais, como um dos pilares de qualquer sistema assistencial contemporâneo.

  2. É com agrado que vejo que os enfermeiros começam a tornar-se mais activos na discussão sobre o Plano Nacional de Saúde, um do documentos que orienta a prestação de cuidados de Saúde em Portugal. O papel do enfermeiro é primordial na evolução da saúde do nosso país. Temos muito para oferecer, num ambiente de governação clínica e de prática baseada na evidência. Temos outra visão da saúde em Portugal. Temos a visão dos utentes de quem cuidados melhorada com uma perspectiva profissional.
    A Ordem dos Enfermeiros deve ser cada vez mais activa e fazer-se ouvir não só junto de outros profissionais na governação da saúde, mas também junto a população.

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