Combater a Doença Crónica na Europa

22 de Maio de 2010 / Bookmark and Share

OEPSS

Em Maio de 2010, Reinhard Busse, Miriam Blümel, David Scheller-Kreinsen e Annette Zentner foram autores do documento Tackling Chronic Disease in Europe – Strategies, interventions and challenges (Combater a Doença Crónica na Europa – desafios, estratégias e intervenções), publicado pelo European Observatory on Health Systems and Policies (Observatório Europeu de Sistemas e Políticas de Saúde).

Em 2008 o Observatório Europeu de Sistemas e Políticas de Saúde publicou dois contributos importantes. Primeiro, o livro Caring for people with chronic conditions: A health system perspective, editado por Ellen Nolte e Martin McKee, que melhorou francamente a nossa compreensão das dimensões sistemáticas da formulação de políticas no campo da doença crónica. Este é acompanhado pela publicação Managing chronic conditions: Experience in eight countries, editado por Ellen Nolte, Cécile Knai e Martin McKee, que fornece estudos de caso em profundidade sobre a formulação de políticas no que respeita às doenças crónicas em oito países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Este livro tem como objectivo complementar os dois volumes acima referidos, focando de forma mais explícita as estratégias e intervenções à disposição dos decisores políticos para combater as doenças crónicas.

O livro consiste em três partes (Fig. 1.1). A primeira parte faz uma contextualização, definindo os contornos da carga da doença crónica para pacientes, grupos e sociedades na Europa. O capítulo dois tem um enfoque na carga epidemiológica da doença crónica e factores de risco relacionados na Europa, demonstrando que as doenças crónicas já não se encontram confinadas aos mais idosos e endinheirados. O terceiro capítulo mostra as implicações das doenças crónicas. Fazemos a distinção entre os resultados gerados por análises microeconómicas e macroeconómicas.

A segunda parte do livro centra-se nas estratégias e intervenções que os decisores políticos podem utilizar para combater as doenças crónicas, em particular:

• Prevenção e detecção precoce

• Novas qualificações e cenários para os prestadores

• Programas de gestão da doença (DMP – Disease Management Programmes)

• Modelos de cuidados integrados

O capítulo 4 faz a descrição destas estratégias. O capítulo 5 resume a evidência existente relativa à efectividade e o capítulo 6 apresenta a evidência relativa ao custo-efectividade.

livro

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Um comentário sobre “Combater a Doença Crónica na Europa

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  1. Combater a doença crónica em Portugal e na Europa implica um novo modelo conceptual de cuidados de saúde, assente no cidadão como (auto)prestador e não como mero receptor de cuidados.
    A auto-gestão apropriada da saúde (estilos saudáveis de vida) e da doença (gestão de situações agudas banais e da doença crónica não complicada) estão entre as estratégias fundamentais à sustentabilidade do sistema de serviços de saúde.
    O reconhecimento, pelos restantes actores individuais e institucionais, do cidadão como actor primordial do sistema de saúde implica a sua dotação com os instrumentos necessários a este novo “posicionamento” sistémico.
    Tal pressupõe uma estratégia concertada de capacitação em saúde (“empowerment“), emergindo, no actual contexto da sociedade de informação e comunicação, a literacia em saúde (grau de capacidade individual em obter, processar e interpretar informação básica em saúde e em serviços de saúde).

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