OF: Compromisso Farmacêutico para o PNS 2011-2016

13 de Outubro de 2010 / Sem Comentários Bookmark and Share

Contributo enviado por Ana Paula Martins, Ordem dos Farmacêuticos, 07/09/2010

ofA Ordem dos Farmacêuticos reconhece a grande importância que o Plano Nacional de Saúde assume na concretização de uma política de saúde, delineada de acordo com as necessidades em saúde dos Portugueses e com o consequente estabelecimento de metas que maximizem a obtenção de ganhos em saúde de forma eficiente. “Mais Valor em Saúde” define bem as metas que queremos atingir como País, necessariamente assente num compromisso transectorial, numa base de consenso alargado, em que a transparência e as decisões baseadas na melhor evidência devem constituir-se como pilares.

A Ordem dos Farmacêuticos assume o Plano Nacional de Saúde como um instrumento estratégico, que define além das metas mencionadas, eixos de desenvolvimento que se pretendem alinhados com as politicas sectoriais da saúde e intersectoriais. Este alinhamento de esforços é fundamental para que o PNS não seja apenas um documento construído com base numa audição pública e contribuição colectiva da sociedade portuguesa. É um pressuposto determinante para que os programas, projectos e actividades dos agentes da saúde se transformem num compromisso efectivo de todos na construção de um sistema de saúde eficiente, com qualidade, capaz de inovar sem comprometer a sustentabilidade e avaliado de forma positiva pelos cidadãos.

O contributo da Ordem dos Farmacêuticos é feito nesta base de transparência, confiança e compromisso e corresponde a uma reflexão aprofundada da política de saúde em Portugal, na evolução dos níveis de saúde observados, na necessidade de melhorar alguns indicadores de saúde e no pressuposto de que um Sistema de Saúde capaz de dar respostas efectivas às necessidades dos portugueses deve integrar os profissionais de saúde nas suas diversas áreas de competência, conciliando a prestação de cuidados de saúde no sector público e privado, num modelo de integração e continuidade dos cuidados.

Os farmacêuticos portugueses têm prestado cuidados de saúde em diversas áreas ao longo da história do SNS. Não têm contudo, estes serviços sido integrados de forma consistente no plano de cuidados de saúde prestados aos doentes, tão pouco valorizados pelas autoridades que não rentabilizam o potencial da actividade farmacêutica em áreas como a identificação precoce de patologias e factores de risco, a racionalização do uso do medicamento e a promoção da saúde. Mas têm sido valorizados pelos doentes e pelos cidadãos, motivo mais do que suficiente para que a Ordem dos Farmacêuticos continue a garantir que esta prestação de cuidados de saúde se continua a fazer com qualidade, defendendo de forma inequívoca a medição do impacto que a assistência farmacêutica tem nos níveis de saúde, qualidade de vida e satisfação dos portugueses.

O Plano Nacional de Saúde 2011-2016 é para os farmacêuticos um compromisso que se renova, porque coloca à disposição dos agentes da saúde as capacidades, competências e determinação que os farmacêuticos têm demonstrado no exercício das suas actividades assistenciais, públicas e privadas.

Visualize o contributo na integra:

Ana Paula Martins (Ponto Focal da Ordem dos Farmacêuticos)

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