Opinião: Canais de Comunicação para Divulgação de Informação

24 de Novembro de 2010 / Sem Comentários Bookmark and Share

Contributo enviado por alunos do 3º ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, 16/11/2010

OpiniaoSomos alunos do 3º ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, temos acompanhado o processo de construção do Plano Nacional de Saúde 2011-2016 e vimos por este meio expressar a nossa opinião relativamente aos canais de comunicação mais adequados para divulgação de informação sobre saúde às pessoas com mais de 65 anos.

Em primeiro lugar, consideramos que o meio de auscultação escolhido não será talvez o mais adequado para a população a que se destina. Este meio exige ter um computador, acesso à Internet e motivação para acompanhamento do site do ACS. Segundo o estudo recentemente publicado pelo INE, relativo ao acesso a tecnologias de informação pelos profissionais de saúde em contexto hospitalar, os resultados mostram até algumas limitações e melhorias necessárias junto deste grupo, o que esperar então do grupo de pessoas com mais de 65 anos?

Tendo em conta esta consideração inicial e de forma a facilitar o acesso a informação de saúde, resolvemos promover a auscultação de alguns idosos e comprometemo-nos a enviá-la ao ACS. Os canais apontados como privilegiados foram os seguintes:

  • Televisão, nomeadamente através de programas de entretenimento e da abordagem de temáticas relacionadas com a saúde em etapas avançadas do ciclo de vida (e.g. “Tardes da Júlia” da TVI, “Você na TV” da TVI, “Praça da Alegria” da RTP,” Companhia das Manhãs” da SIC);
  • Rádios locais, pela sua proximidade ao cidadão (e.g. Rádio Oásis, Rádio Oeste, Rádio Pernes, Rádio Guadiana, Rádio Maior, Rádio Ribatávora, Rádio Voz de Alenquer);
  • Publicidade em transportes públicos, televisão, rádio e rua;
  • Artigos em jornais locais (e.g. Jornal “Badaladas”, Jornal “A Guarda”, Jornal “O Trevim”, Jornal “O Mirante”, “Jornal do Algarve”, Jornal “O Setubalense”);
  • Cartas remetidas por instituições de saúde credíveis (e.g. Ministério da Saúde, Direcção-Geral da Saúde, Alto Comissariado da Saúde);
  • Igrejas e Centros de Dia, enquanto parceiros de difusão de informação privilegiada sobre saúde pela proximidade às pessoas e pelo facto de recorrerem a estas instituições com frequência;
  • Telefone, tendo em conta que geralmente esta população mantém telefone fixo, é frequentemente solicitada por publicidade telefónica, mas nunca sobre saúde.

Na expectativa de que este nosso esforço venha contribuir para um melhor Plano Nacional de Saúde 2011-2016 e um mais adequado Programa Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas, apresentamos os nossos cumprimentos e as nossas saudações ambientais.

Alunos do 3º Ano do Curso de Saúde Ambiental (Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa)

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