A Ajuda à Saúde na Velhice

22 de Fevereiro de 2011 / Bookmark and Share

Contributo enviado por Augusto Küttner de Magalhães, 13/02/2011

Opiniao

Devemos todos e cada um sugerir e até colaborar na “ajuda à saúde na velhice”, sem mediatização excessiva e sensacionalista, que parece pouco resolver,  antes fazendo, tentando fazer um melhor possível cuidado pelos respectivos profissionais de saúde, por várias associações  e pelos próprios – utentes/doentes.

Ou seja há uma necessidade evidente de fazer todos “integrar” num objectivo comum, que é tratar da Saúde, e não só pelos Técnicos da saúde, mas por todos, nomeadamente pelo normal/ comum cidadão, que tem também que saber cuidar da sua saúde e da dos seus familiares.

Tem-se sugerido uma muito maior e necessária colaboração de todos os meios de comunicação social na divulgação de medidas , no que diz respeito à cidadania activa, e não só .Espera-se que seja possível os próprios  – média – acharem que devem “também” ter que fazer a sua parte, na informação, na comunicação, na solução.

Valerá pensar-se nos velhos, e sobretudo nos que vivem a “solidão” e que vão continuar a morrer mal, quando a morte chegar e não houver como “ultrapassar” a referida solidão, e haver os tão necessários  cuidados de saúde. Isto, quando muito se fala em cuidados paliativos e cuidados continuados e se deixa morrer imensas pessoas por falta de saúde, ligada à uma tremenda solidão.

Em Londres, assisti em casa de um familiar que lá vivia por ter fugido a Hitler, em 1938 – presenciei em 1996 – com avançada idade, que tinha um telefone, que estava ligado a um Organismo de Saúde Londrino, que funcionava 24 horas/ dia, 365 dias /anos. E que era composto do telefone – base –  propriamente dito, e tinha um botão pegado numa fita que podia ser colocado ao pescoço do utente te –  que no caso tendo 92 anos e já sendo doente, estava com direito a ter aquele dispositivo.

Se tivesse um mal-estar, carregava num dos botões, e de imediato alguém aparecia na linha, não era necessário pegar no auscultador e perguntava o que se estava a passar, e se era necessário auxilio, se necessário fosse, tratavam de enviar meios disponíveis ao local ou sendo suficiente, dizia o que fazer pela chamada em questão.

E se a pessoa que tinha o telefone, não fosse ao Centro de saúde periodicamente ou não houvesse um qualquer profissional de saúde que lá tivesse ido a casa – os registos eram feitos informaticamente – era contactada via “aquele”  telefone para saber-se se estava bem.

Por certo que em Londres se morre de doença “só” em casa. Mas talvez haja nestes aspectos uns maiores cuidados. talvez em Londres já nem exista este sistema – a pessoa em questão, morreu nesse mesmo ano de 1996 – , ou talvez ainda exista e esteja – até –  mais alargado.

Talvez “aqui” neste nosso país fosse possível fazer algo idêntico, com uma central localizada na saúde 24 ou no 112 – ao que parece está”este”  a não funcionar tão bem como se desejava – e que actuaria  de forma análoga, como em Londres acontecia em 1996, e espero que ainda continue.

E quem tivesse dinheiro pagaria uma mensalidade, quem não tivesse teria este serviço gratuito. Como já deu para entender e para não haver vontade de “abusar” aquele aparelho não serve para fazer chamadas, e não pode ser utilizado se não para a pessoa a quem foi atribuído ou a alguém que o use para ajudar essa mesma pessoa.

Seria por certo um contributo para minorar o sofrimento da solidão e a morte na solidão. Poderia até ser resultado de mecenato das empresas de telecomunicações, fixas e/ou moveis….

Augusto Küttner de Magalhães