Opinião: Sugestões de Mudança

4 de Maio de 2010 / Sem Comentários Bookmark and Share

Contributo enviado por Maria Manuela Castro, 08/04/2010

opiniaoAcho que seria pertinente:

1. que o cidadão após o seu nascimento, tal como já é registado no civil, poderia ser registado directamente no centro de saúde da sua área de residência- isso facultaria a identificação do recém nascido, evitando que por vezes os pais recorram ao centro de saúde tardiamente – principalmente os recém nascidos provenientes de famílias problemáticas…, seria ainda possível a marcação da 1º consulta médica no centro de saúde o mais precoce possível- tal factor melhoraria o indicador da 1º consulta antes dos 28 dias;

2.nas escolas primárias e da pré fosse pedida a declaração em como a criança possui as vacinas actualizadas e não é portadora de doença contagiosa;

3. na entrada no ciclo também fosse pedida a declaração respeitante ao EGS dos 11 anos;

4.no meio escolar fosse promovido o aleitamento materno para incutir junto das camadas mais jovens a importância do aleitamento materno e não apenas ás grávidas. Toda a sociedade deve ser mobilizada nesse sentido;

5. que nos serviços de estrangeiros e fronteiras se proceda á verificação das vacinas e sua transcrição.

6. que seja possível a nível concelho- ou nacional- a visualização do estado vacinal dos cidadãos residentes. Passo a explicar, no momento actual não é possível essa visualização o que representa gastos em dinheiro, tempo e recursos humanos: é necessário convocar as pessoas para se dirigirem aos centros de saúde, é necessário proceder à transcrição das vacinas dos boletins para o sistema informático SINUS; e isto sucede imensas vezes basta que o cidadão seja transferido de unidade de saúde;

7. é necessário envolver os administrativos- secretariado clínico- e auxiliares, na equipa de saúde, apostando na sua formação acerca de acolhimento, comunicação, gerir conflitos, formas de tratamento dos utentes- evitando o uso de diminutivos ,\”tu\”,controle de infecção, entre outros;

8.definir a articulação entre as diversas unidades UCSP-UCC-ULS;

9. promover articulação da ULS com UCSP relativamente a formação nas diversas áreas: investir fundamentalmente na obstetrícia/ginecologia e Pediatria, através de \”recrutamento\” dos profissionais especialistas para apoio aos centros de saúde por exemplo por concelhos e por semanas. Neste ponto refiro a necessidade de investir na formação de médicos do sexo masculino na área da citologia cervico-vaginal – uma vez que se iniciará o rastreio, ou então promovendo parcerias com as colegas para realização desses actos médicos em troca de outra actividade; promover o acompanhamento do cônjuge ou irmã/amiga junto da mulher que vai realizar o exame;

10.as autarquias apoiarem as unidades de saúde através de parcerias que permitam a utilização de motorista, principalmente nas unidades de saúde onde esse profissional não existe;

11. para aumentar a segurança no local de trabalho, deverá promover-se a existência de segurança nas instalações dos centros de saúde;

12. rever os rácios profissionais de saúde/utentes/famílias de forma a não existirem no país realidades dispares que conduzem há existência de indicadores que jamais poderão ser comparáveis;

13. investir na promoção da saúde, prevenção da doença possibilitando aos profissionais espaços para consultas em grupo, proporcionando o convívio com utentes com adesão eficaz de forma a permitir a outros utentes tomadas de decisão mais conscientes e responsáveis ;

14. criar nas unidades de saúde espaços que promovam a saúde verdadeiramente, por exemplo nas salas de espera passar vídeos acerca da saúde/ patologias, por exemplo auto exame da mama, prevenção de acidentes nas crianças, cessação tabágica, alimentação saudável, entre outros em vez dos programas televisivos;

15. proporcionar \”estágios\” aos profissionais das unidades de saúde em que se mantenha SASU nos fins de semana ou repensar se faz sentido manter estes falsos SASU – onde os profissionais não detêm conhecimento, experiência nem recursos técnicos nem materiais para situações de urgência- e que servem para comprometer ética e ontologicamente os profissionais de saúde, iludir a população e contribuem ainda para ausências durante a semana uma vez que os turnos de domingo e feriados  são convertidos em FOLGAS, impedindo deste modo o cidadão de ter consultas  com o seu médico e/ou enfermeiro de família;

16. fazer campanhas que explicitem à comunidade como agir em situação de doença, referir sinais e sintomas;

17. promover junto dos órgãos de comunicação experiências piloto de sucesso e boas práticas; para tal insisto é necessário um número de profissionais de saúde que represente SEGURANÇA nos cuidados a desenvolver, sejam eles médicos, de enfermagem, sociais,…;

18.implementar nas outras unidades de saúde os exemplos de boas práticas conseguidos de forma a proporcionar satisfação a todos os profissionais de saúde e não desolação;

19. valorizar os profissionais independentemente de estarem em USF, UCSP,…

20. INVESTIR NA MEDICINA DO TRABALHO – todos os profissionais deveriam ter pelo menos duas consultas/ano;

21. promover a saúde mental , tornando-a transversal a todos os programas de saúde, de forma a ver diminuída a criminalidade, abandono, rejeição;

22. proporcionar formas de luta contra o burnout dos profissionais, para tal é necessário investir na dotação em número suficiente de profissionais, formação, incentivos;

23. que dentro da mesma instituição existam as mesmas regalias para todos os profissionais- isto é o número de horas em jornada contínua deverá ser fixado para todos de igual forma e a percentagem relativamente a suplementos; exclusividade (ou não) opcional para todos os profissionais de saúde e não apenas para médicos;

24. promover o trabalho em rede, colaborando no diagnóstico da comunidade e realizando efectiva articulação entre os diversos pares: promover o empowerment de prestadores de cuidados informais; utilizar as rádios locais para promover a saúde , realizar acções a nível local onde possam ser revelados indicadores das unidades de saúde, projectos desenvolvidos; permitir aos jovens mais dinâmicos que sejam eles a desenvolver acções de (IN)formação junto de seus colegas; facilitar informação para os jovens trabalharem nas escolas em certas disciplinas e que possam desenvolver aptidões para \”passar a palavra\”;

25. na Inglaterra e noutros países é permitido aos utentes diabéticos dirigirem-se à farmácia para requisição de tiras para pesquisa de glicemia e lancetas, sem terem de recorrer ao médico, para tal bastaria apresentar o Guia de diabético.Penso que as comunidades devem ver nas farmácias locais, aliados na obtenção de ganhos em saúde;

26. promover a existência de APARELHO como existem nas farmácias contendo balanças com avaliação de Índice de Massa Corporal, avaliação de Tensão Arterial, disponíveis nas salas de espera.

Maria Manuela Castro

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