2 comentários sobre “Opinião: O Papel do Psicólogo

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  1. Os técnicos de saúde mental e em particular os psicólogos são absolutamente necessários em todos os níveis de cuidados de saúde. São necessários no ensino, no ensino básico em particular (para trabalhar com os professores e outros funcionários, para trabalhar com os pais,é gritante essa necessidade aqui também; podem dizer que estão lá os psicólogos mas em numero tão, tão reduzido que é impossível chegar a fazer prevenção e ainda menos logo no 1º ano de escolaridade).
    Eu considero que no nosso país ainda se valoriza pouco a saúde mental, porque se investe pouco na prevenção que deve ser cada vez mais precoce o que levaria a menos gastos em saúde. Cada técnico tem o seu olho clínico para identificar os sinais e estabelecer um plano de actuação.Eu sou enfermeira trabalho num serviço de Pediatria.

  2. Sem prejuízo da multidisciplinariedade dos cuidados de saúde primários e da relevância dos psicólogos e profissionais de áreas “não-médicas” (como é o caso dos sociólogos e até dos geógrafos) na identificação e gestão dos problemas de saúde em contexto comunitário, parece-me redutor – e até contra-indicado do ponto de vista da resolução daqueles problemas – “departamentalizar” os cuidados de saúde primários em cuidados médicos (físicos) e cuidados mentais/comportamentais – os primeiros a cargo dos médicos e os últimos a cargo dos psicólogos.
    O médico de família é, acima de tudo, um “integralista” – isto é, aborda o utente de forma integrada, como um todo físico, mental e social. Ao abdicar da vertente mental e psíquica do seu utente, o médico de família estaria a abdicar de uma visão holístico-humanista e a retornar a uma visão mecanicista dos cuidados de saúde.
    Existe evidência científica abundante relativamente ao facto de que a procura de cuidados (médicos) de saúde é, muitas vezes, ditada por razões puramente psico-sociais, sendo que o utente continua a persistir nessa procura (hiper utilização) até ver satisfeita essa necessidade (psico-social) pelo seu médico de família.
    Por outro lado, a adesão a determinados comportamentos (caso da vacinação) tem como preditor mais importante a recomendação do médico assistente.
    Em suma: psicólogos, médicos, enfermeiros, sociólogos e outros profissionais têm um papel a desempenhar no sistema de saúde, detendo o cidadão (auto-prestador na saúde e na doença) o papel mais importante de todos.
    Como médico especialista em saúde pública reconheço o papel de todos estes actores, fundamental aos ganhos em saúde que se pretendem. No entanto, reconheço, igualmente, o papel do médico de família como prestador de cuidados integrais em contexto familiar e comunitário.

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