FCS-UFP: Saúde Oral – Uma das Dimensões da Saúde do Indivíduo

11 de Novembro de 2010 / 1 Comentário Bookmark and Share

Contributo enviado por José Frias Bulhosa,  Faculdade de Ciências da Saúde – Universidade Fernando Pessoa, 06/09/2010

ufpA saúde oral é uma das dimensões da saúde geral dos indivíduos, expressando-se ao longo de todo o ciclo de vida.

A prevalência das principais patologias orais continua a apresentar critérios para que deva continuar a ser considerada como um problema de saúde pública.

O aumento da esperança de vida e a respectiva expectativa dos indivíduos na manutenção das estruturas dentárias como garante da sua qualidade de vida e integração social, o que configura um desafio para o sistema de saúde, quer na organização de plataformas de intervenção, essencialmente, focadas na prevenção, quer na manutenção de estruturas de apoio às necessidades curativas, particularmente junto de grupos desfavorecidos ou afectados por patologia que configure a necessidade de intervenção hospitalar especializada.

Os problemas orais contribuem directa e indirectamente para um significativo custo que derivam do absentismo laboral e escolar, da exclusão profissional e social que não deve, nem pode, ser negligenciado numa sociedade desenvolvida e que procura através desse preceito a plena expressão de cidadania de acordo com as directrizes europeias ou de instituições como a OMS, OCDE ou a UNESCO.

Considerando que a patologia oral integra um vasto conjunto de entidades nosológicas associadas a factores de risco de cariz essencialmente sócio-económicos, estas doenças são no entanto, na sua maioria preveníveis, à luz da evidência científica, quando implementadas simples e económicas medidas de educação e promoção da saúde, sobretudo quando comparadas com os custos inerentes ao seu tratamento e reabilitação.

As metas e os objectivos preconizados pelo Plano Nacional de Saúde 2004-2010 (nomeadamente pelo PNPSO) não foram integralmente atingidos, principalmente pela falta de complementariedade entre os serviços preventivos (assegurados maioritariamente no âmbito do SNS) e os terapêuticos (assegurados por parceria com clínicas privadas) e pela falência em múltiplos locais do devido acompanhamento, após a intervenção curativa por parte dos profissionais médicos especialistas em Saúde Oral.

Em Portugal, apresenta-se ainda como necessário a manutenção de uma monitorização periódica do estado de saúde oral das populações, devendo esta passar a abranger novos grupos etários e alargar-se a outras patologias orais, nomeadamente a doença periodontal, traumatismos oro-faciais e formas orais VIH/SIDA devido aos impactos sentidos pelos indivíduos e respectivos agregados familiares. Será igualmente desejável a reestruturação completa dos seguros escolares no âmbito da saúde oral, sobre o grave risco de total desadequação no acesso e garantia de cuidados segundo os protocolos recomendados.

Será ainda desejável um reforço de atenção relativamente a alguns grupos especiais, nomeadamente indivíduos afectados por VIH/SIDA e diabéticos, tanto no que respeita à promoção da saúde oral, como ao tratamento e reabilitação, devendo desta forma, beneficiar de atenção especial no âmbito de Programas de Saúde Oral integrado no Plano Nacional de Saúde 2011-2016.

José Frias Bulhosa  (Faculdade de Ciências da Saúde – Universidade Fernando Pessoa)

Um comentário sobre “FCS-UFP: Saúde Oral – Uma das Dimensões da Saúde do Indivíduo

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  1. No âmbito da monitorização periodica do estado de saúde das populações e abranger a novos grupos etários, como deveria ser realizada a monitorização junto da população adulta em geral e população idosa sem incluir aos idosos com complemento solidario

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