Perfil de Saúde em Portugal

10 de Fevereiro de 2011 / 5 Comentários Bookmark and Share

documento

A primeira versão do Plano Nacional de Saúde (PNS) 2011-2016 está em discussão.

Neste artigo poderá visualizar e comentar um dos capítulos das Estratégias para a Saúde (consultar Índice PNS 2011-2016): Perfil de Saúde em Portugal.

Está dividido em três itens essenciais: estado de saúde da população; a organização de recursos, prestação de cuidados e financiamento; e análise comparativa com outros países.

O seu contributo

Esta discussão proporcionará maior acordo entre evidência e o planeamento estratégico institucional, que resultará num produto fruto de um processo construtivo e participado.

Este capítulo está em consulta e discussão e, no sentido de enriquecer o seu conteúdo, solicitamos o seu contributo utilizando para esse efeito a área específica de comentários de cada artigo.

Visualize o capítulo:

5 comentários sobre “Perfil de Saúde em Portugal

Comentar ou contacte-nos via Twitter @pns

  1. Na secção “C) ANÁLISE COMPARATIVA COM OUTROS PAÍSES” no final da pág. 12 referem: “Entre 1998 e 2008, a diferença no número de anos que se poderia esperar viver à nascença (esperança média de vida à nascença) entre Portugal e o melhor valor da UE passou de 3,1 anos para 2,5 anos, no sexo feminino, e de 5,3 anos para 3,8 anos, no sexo masculino.” mas não referem a que País corresponde esse valor. Volta a acontecer o mesmo no início da pág. 14 “Portugal registou uma diminuição da taxa de AVPP (1998-2003) mais evidente do que o melhor valor da UE nos acidentes de transporte, anomalias congénitas, doenças do aparelho circulatório, digestivo e respiratório, nas doenças endócrinas e metabólicas, causas externas, distúrbios mentais e sintomas desconhecidos. “.

  2. Não esperava um relatório tão completo, tão bem elaborado e consciencioso. Porém todos sabemos que há pessoas com uma grande vocação teórica e outras com vocação prática, espero que no sistema de saúde encontrem um equilíbrio entre as duas vertentes que ate ao momento não se tem vislumbrado.
    Para terem um bom desempenho quanto ao que pretendem fazer debrucem-se primeiro na forma COMO fazer. RECURSOS HUMANOS!!!! Esta é a primeira etapa do vosso projecto. Têm um erro de informação ou então é gralha, NAO HA MEDICOS ESPECIALISTAS EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR? Olhem que há!! Só que não querem aceitar a vossa proposta de 35h e 1400€ limpos. Estamos a falar de profissionais assistentes, com especialidade há mais de 10 anos, que andam distribuídos pelas Empresas Privadas que lhes pagam o dobro às quais vocês pagam o triplo. A medicina geral o seu sonho, o seu dom e a sua vocação e alguns como maior gratificação deste oficio a ”tapar buracos” pelas empresas privadas é quando são constantemente, presenteados pelas palavras dos utentes que vão mais uma vez ficar sem médico. Porque um médico com dom marca um centro de saúde! Outros tiraram outra especialidade porque não aceitam ganhar menos que uma mulher-a-dias que não faz descontos, menos que uma professora primária ou ate menos que um juiz. Quando se tem a responsabilidade da vida de alguém nas mãos devemos ser recompensados por isso. A minha sugestão é que criem estabilidade aos médicos com trintas e quarenta anos, ofereçam-lhes mais dinheiro porque mesmo assim poupam tendo em conta o que andam a pagar no privado. Refaçam a tabela salarial do médico de família, e as diferenças inadmissíveis de pagamento a um médico que faz o mesmo num mesmo horário.. Era bom voltarem a dar exclusividade mas se já nem os médicos têm direito a ter um lugar no quadro da função pública então batemos no fundo, para onde vamos??? A quanto tempo não metem um medico no quadro? E porque não podemos nós, civis, saber porque? Mas enfim, façam um apelo Nacional aos médicos que gostavam de poder exercer a sua especialidade, mesmo sem vínculo , mas com um ordenado digno da sua profissão. Os internos são uma aposta a longo prazo, não podem dar consultas sem ter um orientador, não estão preparados. Isto é urgente e podem faze-lo já , a partir dai desenvolvam o vosso projecto. Mas ate lá não se esqueçam que vão haver ataques cardíacos, AVC’s, vai subir o cancro do colo do útero, hipercolesterolemia, o cancro da próstata, etc. O acompanhamento do médico de família, aquele que nos conhece e à nossa família há 20 anos evita muitas doenças e mortes. Cada extensão fechada, cada português sem médico de família é vítima da negligência do sistema de saúde ate agora. É preciso que os responsáveis tomem as decisões mas assumam o que isso implica. Num país em crise e historicamente de emigração é inconsciente trazer médicos alem mar. Invistam em Portugal e nos médicos Portugueses que O SNS abandonou há muito.

  3. No Capítulo 1 sobre a situação em Portugal é de particular interesse rever as diferentes tendências gerais em Portugal, mas que assumem também uma dimensão europeia e global, incluindo:
    » Uma crise económica sem precedentes, cujos efeitos se farão sentir nos próximos 5 anos;
    » Uma mudança demográfica, incluindo taxas de fecundidade em declínio e um aumento do rácio de dependência dos idosos;
    » Importantes fluxos de migrantes, incluindo a migração dos profissionais de saúde;
    » A natureza do trabalho em mudança constante, incluindo segurança no trabalho, maior numero de horas de trabalho, aumento da idade da reforma e aumento do desemprego;
    » As alterações climáticas, o aumento das temperaturas e escassez de água;
    » Os efeitos da globalização e de novos tratados globais que afectam a formulação de políticas nacionais;
    » A Rápida urbanização;
    » Os rápidos avanços em tecnologias de comunicação;
    » Os novos tipos e funções de serviços de saúde, assim como os efeitos dos rápidos avanços tecnológicos na área da saúde.

  4. Se é verdade que se registou aumento da prevalência no grupo dos 15 aos 24 anos de 21,8% para 23,9% e nas mulheres de todas as idades (10,1% para 11,2%), com especial relevância nos grupos dos 15 aos 24 anos (13,7% para 16,1%) não me parece correcto afirmar que a prevalência está a aumentar nos jovens. Se atentarmos nos dados do Health Behaviour in Scholl aged Children (HBSC), vemos que as prevalências na última década têm descido em praticamente todas as faixas etárias (11, 13 e 15 anos) e em ambos os sexos. É preciso dizer que parece que a prevenção primária começa a dar os seus frutos sobretudo no básico e secundário. A proibição de fumar na escola, a par da EpS estão a dar frutos.
    Mando-vos um gráfico onde podem ver exactamente isso. A Fonte são os vários relatórios do HBSC. Cumprimentos e fico a aguardar a inclusão deste parágrafo, que refere a melhoria da situação em jovens escolarizado, no relatório final. Cumprimentos. José Precioso e Catarina Samorinha.
    [file]http://www.acs.min-saude.pt/pns2011-2016/files/2011/01/Grafico.pdf[/file]

  5. Considero pertinente a correcção da informação contida no 1.º Volume, referente à reforma dos CSP. É afirmada a existência de 270 UCC no início de 2010. Tal afirmação não corresponde à realidade. No início de 2011 apenas existem 51 UCC em todo o país, apesar das 270 candidaturas apresentadas.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*