SFP: Intervenção do Fisioterapeuta e a Eficácia do SNS

4 de Outubro de 2010 / 2 Comentários Bookmark and Share

Contributo enviado por Cristina de Abreu Freire, Sindicato dos Fisioterapeutas Portugueses, 03/09/2010

sfpConforme pedido dirigido ao Sindicato dos fisioterapeutas portugueses no sentido de pronúncia, especificamente às análises especializadas decorrentes da construção do Plano Nacional de Saúde 2011-2016, 2ª fase, Planeamento de Recursos Humanos e Levantamento – Painel de Informação para o Planeamento em Saúde; e considerando o Plano Nacional de Saúde (PNS) um instrumento estratégico, permitindo o alinhamento das políticas de saúde, de forma coerente e fundamentada, como objectivo da maximização dos ganhos em saúde, cumpre-nos manifestar o nosso contributo:

O reconhecimento pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com a publicação da Classificação Internacional das Profissões (ISCO 08), como profissão de saúde, a par de Médicos, Enfermeiros, Veterinários, Dentistas, Farmacêuticos, Dietistas, Nutricionistas, entre outros (in “Resolução da OIT, 6 de Dezembro de 2007”) foi transposto para o panorama português através da Deliberação n.º 967/2010 do Conselho Superior de Estatística. O facto da Classificação Portuguesa de Profissões/2010 estabelecer, de forma harmonizada com a CITP/2008 da OIT, as profissões ajustadas ao desenvolvimento coordenado do SEN e que o nível Profissão responde fundamentalmente às necessidades do Sistema, funcionando assim, como ponto de partida para os desenvolvimentos necessários à satisfação dos interesses específicos e legítimos dos fisioterapeutas.

Consideramos, que de acordo com o espelhado pela Carta de Tallin, o reforço dos recursos humanos em fisioterapia, tendo em conta a escassez dos mesmos no sector público do SNS, os benefícios/vantagens inerentes à intervenção deste profissional conforme preconizado no aumento da eficácia do SNS, será inevitável num enquadramento de contenção de custos adicionais em saúde, traduzido num aumento da qualidade da prestação de cuidados de saúde aos cidadãos e acesso ao Sistema, devidamente fundamentada numa apreciação de análise de custo/benefício, bem como nos princípios fundamentais plasmados na Constituição Portuguesa, designadamente, a universalidade, generalidade e gratuitidade tendencial.

Visualize o contributo na integra:

Cristina de Abreu Freire (Presidente do Sindicato dos Fisioterapeutas Portugueses)

2 comentários sobre “SFP: Intervenção do Fisioterapeuta e a Eficácia do SNS

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  1. Como disse num contributo recentemente publicado, querem mudar algo? Querem tornar o SNS mais rentável? Podem começar pela Fisioterapia:
    – Tornem os Fisioterapeutas legalmente independentes dos Médicos Fisiatras;
    – Legislem com vista ao abrirem as convenções do SNS a todos os serviços de Fisioterapia (hospitais, clínicas de MFR e gabinetes privados de Fisioterapia, tal como em França, Inglaterra, Austrália!)
    – Fiscalizem, avaliem resultados e punam quem não cumpre as regras!!
    – e paguem mais por tratamentos!… ninguem pede absurdos, mas se pagarem mais, se fiscalizarem bem e abrirem as convenções, os tratamentos serão bem melhores e de menor duração, ganhando o ESTADO porque no final paga menos tempo e não tem tantos tempos de baixa e melhor produtividade nacional, ganha o utente porque fica mais satisfeito e produz mais e melhor, e ganham os profissionais de saúde porque finalmente estão a ser verdadeiramente úteis e plenos na sociedade.

    Haja vontade política!

  2. Desejo que no futuro pelo menos a nível monetário as coisas se tornem mais justas… é vergonhoso existirem pessoas pagas a 10 euros à hora com uma licenciatura…e muitas vezes com tanta responsabilidade.
    Não é justo 20 anos de carreira e pouco mais de 1000 euros
    Não é justo continuar no domínio total e absoluto dos fisiatras…muitas vezes desactualizados .
    Não é correcto as formações serem tão caras..tendo em conta os ordenados tabelados pela função pública…
    …enfimmm não é justo tanta coisa ….

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