Nova tipologia de problemas de saúde

É proposta uma nova tipologia de problemas de saúde, na medida em que as “fronteiras” entre doenças transmissíveis e não transmissíveis, e entre saúde humana, animal e ambiental, se esbatem cada vez mais, exigindo o abandono de abordagens fragmentadas e a adoção de abordagens integradas e multissectoriais.

Os problemas de saúde foram classificados em duas categorias:

1. Problemas de magnitude elevada ou em crescimento

2. Problemas atualmente de baixa ou nula magnitude em Portugal e de elevado potencial de risco.

  • São exemplos deste tipo de problemas o acidente vascular cerebral (AVC), a hipertensão arterial, os tumores malignos e as infeções sexualmente transmissíveis, entre outros.
  • Para estes, consideram-se dois subtipos:
    • Problemas que tiveram no passado uma elevada magnitude (como, por exemplo, a mortalidade infantil e as doenças transmitidas pela água) e que, graças a intervenções efetivas e sustentadas no tempo, foi possível controlar, sendo, contudo, vulneráveis à redução do investimento, podendo reemergir com uma magnitude mais elevada;
    • Problemas atualmente de baixa ou nula magnitude que se encontram em risco acelerado de emergir, reemergir ou evoluir para magnitudes elevadas devido ao aumento da intensidade ou prevalência de determinantes de elevada relevância, de que é exemplo o aquecimento global, resultante das alterações climáticas, e a probabilidade de emergirem infeções transmitidas por vetores.
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